As aranhas douradas

Rex Stout é uma referência fundamental da literatura policial. Foi nomeado o melhor escritor de mistério do século XX e o seu mítico detetive Nero Wolfe recebeu o título de melhor série de mistério pela Boucheron 2000, a maior convenção mundial do género.

«As aranhas douradas», publicado em 1934, acompanha o caso do rapto de uma mulher que usava brincos em forma de aranha. É um dos primeiros títulos de mais de 70 obras em que figura este obeso e peculiar detetive, que investiga sem sair de sua casa, onde se dedica ao seu viveiro de orquídeas e às refinadas iguarias cozinhadas por Fritz, o seu talentoso chef suíço. É um homem de gostos requintados que evita a todo o custo sair da sua zona de conforto. Dali coordena a investigação e convoca os intervenientes para interrogatórios implacáveis, os quais mesmo contrariados não deixam de comparecer ao encontro com o conceituado e persistente anfitrião, que nunca abdica dos seus intentos. O trabalho braçal é delegado no hábil e leal assistente Archie Goodwin, que assume o papel de narrador e nos fornece relatos espirituosos e irónicos de cada investigação. São pequenos livros viciantes que apetece ler compulsivamente.

“Sabe, Mrs. Horan, eu estive no gabinete durante todo o tempo em que Mrs. Fromm e Mr. Wolfe conversaram um com o outro e recordo-me de todas as palavras que disseram. Foi por isso que pensei que a senhora talvez tivesse muita curiosidade a esse respeito, e não me surpreende que assim seja. O problema está em que não posso satisfazer a sua curiosidade gratuitamente. Devia ter-lhe explicado que não estou aqui em representação de Nero Wolfe, e foi por esse motivo que disse que a conversa é particular. Estou a representar-me a mim mesmo. Satisfarei a sua curiosidade se me emprestar cinco mil dólares, a serem pagos no dia em que chover de baixo para cima, em vez de cima para baixo”.

Título: As aranhas douradas

Autor: Rex Stout

Editora: Visão

Ano: 2000

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