Um estranho lugar para morrer

A capa de «Um estranho lugar para morrer» compara Derek B. Miller a autores policiais escandinavos como Stieg Larsson e Hennin Mankell, uma comparação injusta pois esta obra não é um mero triller policial. É um livro surpreendente, original, profundo sem ser denso e com uma qualidade indiscutível. Apresenta uma personagem complexa em luta com os fantasmas do passado, que num presente improvável se depara com uma situação limite.

A narrativa segue um idoso viúvo e supostamente senil que emigra para junto da neta grávida. Sente-se perto do fim e quer vislumbrar a pequena vida que dará continuidade à sua. A neta perde o bebé, o idoso fica perdido. Reencontra-se num menino, também ele estrangeiro, que salva de uma situação de violência doméstica. Não falam a mesma língua um do outro, nem a do país que os acolhe, mas comunicam. Fogem juntos e o velho pega numa mão de menino pela primeira vez em 50 anos, uma sensação que não havia esquecido.

“Não fazias ideia de que eu sabia tanta coisa, pois não? Mas sei. Nunca ninguém me pergunta nada. Por sorte, tenho uma vida interior rica. E, agora, tenho-te a ti”.

Título: Um estranho lugar para morrer

estranho

Autor: Derek B. Miller

Editora: Edições Asa

Ano: 2014

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